Funções Executivas

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As funções executivas, são referidas na literatura como um conjunto de habilidades e capacidades que nos permite executar ações necessárias para atingir um objetivo. São atividades que demandam prontidão do mecanismo inibitório, sendo necessário um adequado funcionamento das estruturas que possibilitam essas funções para que novas aprendizagens sejam adquiridas.

Segundo Salles e organizadores (2016), as funções executivas consistem em um mecanismo de controle cognitivo que direciona e coordena o comportamento humano de maneira adaptativa, permitindo mudanças rápidas e flexíveis, englobando uma série de competências como o controle atencional, controle inibitório, memória de trabalho, flexibilidade cognitiva, a identificação de metas, planejamento e execução, entre outros.

A execução de diversas tarefas que realizamos no nosso dia a dia depende, exponencialmente, do desenvolvimento das nossas Funções Executivas. Delas dependem as nossas tomadas de decisões, nossos comportamentos, como planejamos para alcançarmos os nossos objetivos etc.

Segundo Oliveira e organizadores (2019), crianças/adolescentes e adultos com transtorno de Déficit de Atenção ou com transtorno de aprendizagem podem ter o funcionamento das Funções Executivas alterados, sendo elas, um conjunto de habilidades cognitivas de nível superior, que permitem a orientação e o gerenciamento dos processos cognitivos e comportamentais. Por conseguinte, a execução de diversas tarefas que realizamos no nosso dia a dia depende, exponencialmente, do desenvolvimento das nossas Funções Executivas. O processo de tomada de decisão, de automonitoramento e de planejamento para alcançar os objetivos faz parte da complexidade que é o funcionamento executivo. Afetam as funções executivas dificultando ao longo de sua vida planejamento de ação, iniciar e desenvolver uma atividade e tais habilidades são necessárias para o seu desempenho em geral.

Existem várias atividades que podem ser realizadas para trabalhar às Funções Executivas, jogos de tabuleiros tradicionais como ludo, trilha, dama, xadrez, batalha naval entre outras envolvem tomada de decisão, estratégias, aprendem a guardar regras, a fazerem planejamento s de curto e longo prazo, que imagine possíveis jogadas e adapte sua estratégia ao longo do jogo. Jogos que requerem respostas rápidas e monitoramento também são bons desafios para atenção e inibição, o jogo tapa rápido é um exemplo. A memória de trabalho, o controle inibitório e a flexibilidade cognitiva precisam trabalhar juntas para que isso tudo ocorra.

Psicológa Cristiano F. Luiz

CRP 12/06655.



Referências

Oliveira, K.S.; Lima, C.S.; Couto, F.P. Jogos digitais e funções executivas em escolares com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH): algumas reflexões. Rev. Cenas Educacionais, vol 2 p.29-43, jan/jun 2019.


Salles,J.F.; Haase, V.G.; Diniz,L.M. Neuropsicologia do desenvolvimento, infância e adolescência. Porto Alegre, Ed Artmed, 2016.




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